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Castela e Leão em 7 dias de trem: Segóvia, Valladolid, León e Salamanca sem carro

Roteiro de 7 dias de trem por Segóvia, Valladolid, León e Salamanca a partir de Madri: trechos, conexões, dia de museu fechado e como juntar os bilhetes.

Equipe Espanha Secreta · ·8 min de leitura
Vista da fachada gótica da Catedral de León ao entardecer, com os vitrais iluminados por dentro e a Plaza de Regla em primeiro plano
foto David Jiménez Llanes · CC BY-SA 3.0

Segóvia, Valladolid, León e Salamanca ficam em Castela e Leão e se ligam a Madri por alta velocidade ou por trem regional. Dá para fazer as quatro em sete dias sem pegar num volante. O roteiro abaixo parte de Madri e volta a Madri, com seis trechos de trem.

Os seis trechos e o que a Renfe diz sobre eles

O mapa lembra um zigue-zague: Madri–Segóvia–Valladolid, depois Valladolid–León pela linha de alta velocidade, e de volta por Valladolid até Salamanca, de onde sai um Alvia para Madri.

Madri a Segóvia leva cerca de 25 minutos no Ouigo, e Madri a Valladolid, cerca de uma hora. O Avlo, da Renfe, faz Madri–Gijón com parada em Segóvia, Valladolid, Palencia e León. A estação de León recebe AVE com o melhor tempo de 1h56 desde Madri-Chamartín, e Alvia em 2h15. O Avant liga Segóvia e Madri a Valladolid. Entre Valladolid e Salamanca, os trens são de Media Distancia. Salamanca tem ainda o Alvia para Madri, que usa a alta velocidade até Medina del Campo e a linha eletrificada dali em diante.

Nenhum dos serviços listados para as estações de León e Salamanca traz trem direto entre as duas. A solução ferroviária é passar por Valladolid, o que o roteiro já faz. Se preferir ônibus nesse trecho, confira a oferta das empresas interurbanas antes de comprar.

Dia 1: Madri a Segóvia

Saia cedo. O trem chega à estação Segovia-Guiomar, que fica a 7 km do centro, e dali é preciso pegar o ônibus urbano (a linha 11 vai ao aqueduto) ou um táxi. Some isso ao tempo porta a porta.

Na Segóvia, comece pelo aqueduto, na Plaza del Azoguejo: são cerca de 25.000 blocos de granito assentados sem argamassa, 818 m na parte mais visível e 29 m no ponto mais alto. Suba até a Plaza Mayor e a catedral, tida como a última gótica construída na Espanha, e termine no Alcázar, num rochedo entre os rios Eresma e Clamores. Com o dia curto, a judaria e a igreja de Vera Cruz ficam para a manhã seguinte.

Dia 2: Segóvia e a tarde em Valladolid

Use a manhã para a muralha, que tem cerca de 3 km, e a igreja românica de Vera Cruz, ao norte da cidade. Volte à estação no início da tarde. O trem para Valladolid sai da mesma Segovia-Guiomar, por Avant ou Avlo. Confira o tempo na compra, porque varia por serviço.

Chegue a Valladolid no fim da tarde, caminhe até a Plaza Mayor, a primeira praça maior regular da Espanha, e jante no centro.

Dia 3: Valladolid e o museu que fecha na segunda

O Museo Nacional de Escultura ocupa o Colégio de San Gregorio e o Palácio de Villena. Abre de terça a sábado, das 10h às 14h e das 16h às 19h30, e aos domingos e feriados, das 10h às 14h. Fecha todas as segundas e em datas como 8 de setembro, o feriado local. Entrada gratuita para menores de 18 anos, e para todos aos sábados à tarde (16h às 19h30) e aos domingos de manhã. A Renfe dá 50% de desconto na tarifa geral a quem mostra o bilhete de AVE ou de Larga Distancia, no programa Museos en red.

Por isso, evite cair na segunda no dia 3. Depois do museu, a igreja de San Pablo, com a fachada de Simón de Colonia, e o Palácio Real, na praça em frente. O fim de tarde é do Campo Grande, o parque da cidade.

Dia 4: de Valladolid a León

A linha de alta velocidade Valladolid–Palencia–León funciona desde 29 de setembro de 2015. Pegue um AVE ou o Avlo até León de manhã. A estação é terminal e provisória desde 2011, à espera do enterramento da via.

Comece pela catedral de Santa María de Regla, que reduziu os muros ao mínimo para dar lugar a vitrais. A basílica de San Isidoro, com o Panteão Real, pode ficar para a tarde. À noite, vá ao Barrio Húmedo: em León, é costume a tapa vir de graça com a bebida.

Dia 5: León inteira

O quinto dia cobre o que sobrou: a Casa Botines, obra de Gaudí de 1891 a 1892 e hoje museu, o convento de San Marcos, plateresco, que abriga um parador, e a muralha romana, dos séculos III e IV, com cubos bem visíveis perto de San Isidoro. O MUSAC, de arte contemporânea, fecha o lado moderno da cidade. O guia de León calcula de um a dois dias.

Dia 6: de León a Salamanca, com baldeação

É o dia de trem mais cansativo. Saia de León de manhã, troque em Valladolid e pegue o Media Distancia para Salamanca. Como os horários variam, feche os dois trechos com folga de pelo menos 30 minutos para a conexão. A estação de Salamanca, inaugurada em 2002, fica perto das margens da cidade, a uns 15 minutos do centro.

À tarde, o Patio de Escuelas, com a Universidade, fundada em 1218, e as Escuelas Mayores. Ao anoitecer, a Plaza Mayor, barroca, desenhada por Alberto Churriguera, construída entre 1729 e 1756.

Dia 7: Salamanca e a volta para Madri

Use a manhã para as duas catedrais, que se juntam no Patio Chico, a Casa de las Conchas, com cerca de 350 conchas de vieira na fachada, e o convento de San Esteban. O Alvia para Madri sai da mesma estação. Confira a grade do Alvia, e lembre que a estação também tem trens de Media Distancia para Madri.

Como juntar os bilhetes

O roteiro tem seis trechos, e o Spain Rail Pass da Renfe vende pacotes de 4, 6, 8 ou 10 viagens para quem mora fora da Espanha. Cobre Larga Distancia e regionais com reserva de assento. Seis viagens é um dos pacotes, e cada trecho precisa ser reservado antes. Como o passe só vale nos trens da Renfe, o Ouigo entra fora dele. Compare o preço dos seis bilhetes avulsos com o passe e escolha. O guia Trens da Espanha explicados mostra como cada marca se comporta.

Clima e datas

Os números do painel mostram que o interior é de contrastes. Valladolid e Salamanca chegam a 30 ou 31 °C de máxima em julho, e León fica em 27 °C. Em janeiro, as máximas ficam entre 7 °C e 9 °C, com mínimas de -1 °C em León e Salamanca. Primavera e começo do outono são as estações mais confortáveis para andar a pé.

Das festas, a Semana Santa é de Interesse Turístico Internacional em Valladolid, León e Salamanca. Em Segóvia, as festas de San Juan y San Pedro ocorrem de 24 a 29 de junho. Em León, San Froilán cai por volta de 5 de outubro, e em Valladolid o SEMINCI, o festival de cinema, é no fim de outubro. Em 8 de setembro, dia central das festas de Salamanca e de Valladolid, o Museu de Escultura está fechado.

Se faltar tempo

Com cinco dias, tire Valladolid: vá de Segóvia direto a León. Quem tem mais dias pode emendar com o roteiro de Castela em 3 dias, que trata de Toledo, Segóvia e Cuenca, ou com a Rota da Prata, que termina em Salamanca.

Perguntas frequentes

Dá para fazer Castela e Leão sem carro?

Dá, entre as quatro cidades. Todas têm estação de trem, e a alta velocidade cobre Madri–Segóvia–Valladolid–León. O trecho de León a Salamanca é o único que pede baldeação.

Quantos dias cada cidade pede?

O painel de cada destino indica de um a dois dias para Segóvia, León e Valladolid, e de dois a três para Salamanca. O roteiro dá um dia e meio a Segóvia e a Valladolid, dois a León e um e meio a Salamanca.

O Ouigo serve para este roteiro?

Só na primeira parte: Segóvia e Valladolid estão entre as cidades que a empresa lista. León e Salamanca dependem da Renfe.

Qual o melhor mês?

Maio, junho e setembro, por clima. Julho e agosto esquentam, e o inverno é frio, com mínimas abaixo de zero.

Quanta bagagem posso levar?

No AVE, a Renfe aceita até três volumes cuja soma não passe de 25 kg. No Avlo, a regra é mais apertada: uma bolsa e uma mala de cabine. Com seis embarques, viajar leve compensa.

Fontes
Mencionados neste artigo
Segovia Castela e Leão Valladolid Castela e Leão León Castela e Leão Salamanca Castela e Leão
Onde ficar

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