Free tour por Cartagena
Vestígios romanos, charmosas praças e um grande passado marítmo esperam por você neste free tour por Cartagena, uma das cidades com mais história de Múrcia.
Cartagena guarda, num espaço pequeno, restos de quatro épocas: a cidade púnica que Asdrúbal fundou em 227 a.C., a colônia romana de Augusto, as fortificações do século XVIII e os prédios modernistas da febre das minas. Os pontos principais ficam perto uns dos outros. No mapa, o teatro romano está a uns 350 metros do museu ARQUA e da Casa de la Fortuna, em linha reta, e a Casa de la Fortuna está a uns 375 metros da muralha púnica. O trabalho do dia é escolher a ordem, e a que segue começa pelo que tem teto e termina no porto.
Comece pelo teatro romano, o monumento mais visitado da Região de Múrcia. Foi construído entre 5 e 1 a.C., no tempo de Augusto, e dedicado aos netos dele, Lúcio e Caio César, cujos nomes aparecem nos lintéis de mármore dos acessos. Cabiam uns 7.000 espectadores, e ele só foi redescoberto em 1988. Em cima das arquibancadas ficam as ruínas da catedral de Santa María la Vieja, do fim do século XIII, destruída na Guerra Civil. O museu que cerca o teatro é obra de Rafael Moneo e abriu em julho de 2008. Para garantir a entrada, há o ingresso do Museu do Teatro Romano, de cerca de uma hora.
Em seguida, caminhe até o conjunto do Molinete, descoberto em 1968, com um trecho do decumanus máximo, termas tardias, um santuário de Ísis e a cúria. A Casa de la Fortuna, residência romana do século I a.C., com mosaicos e pintura mural, fica ali perto. O ingresso da Casa de la Fortuna dá meia hora de visita. Quem quer contexto antes de entrar nas ruínas pode fazer antes o free tour por Cartagena, de 150 minutos, que encadeia essas paradas.
Almoce perto do centro e suba depois ao Castillo de la Concepción, do século XIII, conhecido como “castelo dos Patos”. Hoje é centro de interpretação da história da cidade. O parque Torres cerca o castelo, e um elevador panorâmico evita a subida a pé. Ele também dá acesso ao refúgio antiaéreo da Guerra Civil, que abrigava mais de 5.000 pessoas.
Desça depois até o Muelle de Alfonso XII, onde fica o Museu Nacional de Arqueologia Subacuática (ARQUA), inaugurado na sede atual em novembro de 2008. O museu é dedicado à conservação e à pesquisa do patrimônio subaquático espanhol. Fica a uns 350 metros do teatro romano em linha reta.
Se quiser uma visão geral rápida do que viu de manhã e da cidade moderna, o tour panorâmico por Cartagena dura 40 minutos.
O passeio do cais, junto ao porto, é gratuito e bom para o fim do dia. A Calle Mayor concentra os prédios modernistas que a riqueza das minas do fim do século XIX trouxe, muitos do arquiteto Víctor Beltrí. A Casa Clares, o Palacio Pedreño, a Casa Dorda e a estação de trem (comboio) estão entre os mais citados.
Na mesa, procure o caldero, arroz feito à maneira dos pescadores, com peixe de pedra, e os michirones, cozido de fava seca. Há também o pulpo a la cartagenera e o conejo al ajo cabañil. Para fechar a noite, o Licor 43, fabricado na cidade desde 1946, ou o asiático, que é café com Licor 43, conhaque e leite condensado.
Cartagena é uma das cidades mais secas da Espanha, com cerca de 260 mm de chuva por ano. O pior mês para molhar os pés é setembro, com 39 mm, e novembro tem 36 mm e quatro dias de chuva. O roteiro se adapta: o museu do teatro, o ARQUA e a Casa de la Fortuna têm teto, e o castelo fica para uma janela seca.
De junho a agosto as máximas ficam em torno de 27 a 30 °C, com mínimas de 20 a 24 °C. Comece o dia cedo e deixe as ruínas ao ar livre para a manhã. No verão, a praia mais próxima do centro é Cala Cortina, e La Algameca Chica é a outra. A costa aqui é abrupta, e perto do centro só existem essas duas.

O centro histórico, entre as colinas do Molinete, da Concepción e de San José, tem as ruínas e o porto a pé. Dormir perto do cais põe o passeio noturno à porta, e ficar perto da Calle Mayor põe o modernismo no caminho. Em setembro, na segunda quinzena, a cidade vive dez dias de festa de Carthagineses y Romanos, e reservar cedo é prudente.
Um dia basta? Para o essencial, sim: teatro, Casa de la Fortuna, castelo e museu subaquático cabem se você sair cedo. Com dois dias entram o Submarino Peral e a Calle Mayor com calma.
É preciso carro? Não para o centro. Para Calblanque, a leste, o carro ajuda.
Quando fica mais cheia? Na Semana Santa, de interesse turístico internacional, e nos dez dias de Carthagineses y Romanos, na segunda quinzena de setembro.
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