Free tour por Cuenca
Um free tour por Cuenca é a melhor maneira para começar a descobrir a cidade. Você contará com um guia local que lhe explicará tudo sobre Cuenca.
Cuenca tem duas metades que pedem dois tipos de dia. A cidade alta, sobre o esporão entre os rios Júcar e Huécar, se faz a pé e em ordem de subida. A Ciudad Encantada, nas montanhas, pede transporte ou excursão. Com dois dias você dá a cada uma o seu tempo e ainda ganha uma noite na cidade velha, que é quando ela fica melhor. O roteiro supõe um dia inteiro para cada coisa e deixa a ordem a seu critério: se a previsão de chuva cair num dos dias, troque.
A cidade velha foi declarada Patrimônio Mundial em 1996, como cidade amuralhada histórica. Comece pela Plaza Mayor, levemente triangular e fechada pela catedral, pela prefeitura de 1733 e pelo convento das Petras. A catedral começou no século XII, no lugar da mesquita principal, foi consagrada em 1208 e concluída em 1271. Poucas igrejas espanholas chegaram ao gótico tão cedo.
Em seguida, suba até a torre de Mangana, que fica sobre o solar do antigo alcázar andaluz, e às ruínas do castelo. Pela tradição, o cerco de Afonso VIII começou no dia de Reis de 1177, e a entrada na cidade foi em 21 de setembro daquele ano.
O free tour por Cuenca, de duas horas, costura essa parte da história com a parte de cima da cidade. É uma boa maneira de chegar ao meio-dia já orientado.
Desça para as Casas Colgadas, as casas penduradas sobre a garganta do Huécar, construídas desde pelo menos o século XV. O Museu de Arte Abstrata Espanhola ocupa duas delas, as Casas del Rey, desde 1966, quando Fernando Zóbel e Gustavo Torner o abriram. Reserve boa parte da tarde para ele, mesmo que a arte abstrata não seja a sua praia: o prédio já vale a entrada.
Depois, atravesse o Puente de San Pablo, de ferro e madeira, de 1902, sobre a garganta. A ponte anterior, de pedra, foi construída entre 1533 e 1589 e acabou desabando. Do outro lado está o convento de San Pablo, do século XVI, hoje parador de turismo, com a garganta aos pés. Dali sai a foto de Cuenca que todo mundo conhece.
Quando as excursões vão embora, a cidade alta fica quase sua. Faça o tour noturno por Cuenca, de duas horas, ou, se preferir, caminhe pela calle Alfonso VIII, onde estão os “arranha-céus”: casas de três ou quatro andares para a rua e mais de dez nos fundos, penduradas sobre o bairro de San Martín. Pastores, arrieros e caçadores moldaram o que se come na província. O morteruelo, patê de caça com perdiz, o ajoarriero, de bacalhau e alho, e os zarajos se encaixam na primeira noite.
A Ciudad Encantada é um conjunto de formações calcárias esculpidas por água, vento e gelo, declarado Sítio Natural de Interesse Nacional em 1929. O lugar é particular, perto de Valdecabras, e cobra entrada. Sem carro, o caminho é uma excursão, e há várias. A visita guiada pela Cidade Encantada dura 90 minutos, e a excursão à Cidade Encantada, de três horas e meia, inclui o transporte.
Vá de manhã, quando o calor é menor. Em julho e agosto a máxima média em Cuenca passa dos 30 °C.
Volte à cidade. Se sobrou energia, vale usar a tarde para o que faltou. Na Casa del Curato, o Museu de Cuenca conta a província do Paleolítico à Idade Moderna com peças arqueológicas, e três salas tratam só das cidades romanas. O Museu das Ciências de Castela-La Mancha tem quatro salas temáticas e planetário, e o Museu Paleontológico tem réplicas de dinossauros em tamanho natural. Com criança pequena, esses dois funcionam melhor que as ladeiras. Horários mudam, então confirme no posto de turismo.
Para fechar, volte aos mirantes sobre o Huécar e beba um resolí, o licor da casa, de aguardente, café, canela, casca de laranja e açúcar. Quem chega na Semana Santa encontra a cidade em festa e de Interesse Turístico Internacional: as Turbas, procissão do Camino del Calvario, são a mais conhecida. No fim de agosto há as festas de San Julián, com feira de artesanato. De 18 a 21 de setembro vêm as de San Mateo, a festa que lembra a entrada de Afonso VIII.
Abril e outubro são os meses mais chuvosos (58 e 60 mm pelo painel), e o inverno é frio: em janeiro a máxima é de 10 °C e a mínima, de -1 °C. Em dia de chuva, o Museu de Arte Abstrata, o Museu de Cuenca e o Museu das Ciências formam um dia inteiro sem molhar os pés. A Ciudad Encantada fica ao ar livre, então, se puder escolher, deixe-a para o dia mais seco.
A cidade alta é a parte mais bonita e a que mais cansa, com ladeira para cima e para baixo. O Centro, na parte plana, fica longe do casco antigo e o acesso tem subida. A estação de alta velocidade fica fora da cidade alta, e uma lançadeira de ônibus a liga ao centro. Quem chega de Madri leva cerca de duas horas de carro (167 km, pelas contas do painel).
A Ciudad Encantada vale o dia? Se você gosta de paisagem e de formações de pedra, sim. Sem carro, reserve excursão.
Qual dia é melhor para o museu de arte abstrata? O de chuva ou o de calor forte, porque a visita é coberta.
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