Free tour por Huelva
Tartessos, fenícios, árabes, cristãos, as viagens de Colombo. Neste free tour por Huelva conheceremos o emocionante passado da cidade.
Huelva não se vende como cartão-postal, e o roteiro fica melhor quando aceita isso. A cidade tem duas camadas que cabem num dia: a velha, com igrejas, plazas e o museu provincial, e a do cobre, que os ingleses da Rio Tinto Company construíram a partir de 1873, com bairro, hotel e cais. O terremoto de 1755 derrubou boa parte do patrimônio anterior ao século XVIII, então não espere uma cidade medieval inteira. O que se vê é um porto que se reinventou. Em linha reta, a Casa Colón fica a uns 250 metros do museu provincial, a uns 680 metros da igreja de San Pedro e a uns 1,15 km do cais de Riotinto.
Comece na igreja de San Pedro, mudéjar sevilhana do século XIV, construída sobre uma antiga mesquita e tida como a mais antiga da cidade. Fica no alto, e é melhor subir cedo. Depois, desça à plaza de las Monjas, que foi remodelada em 2006, tem uma escultura de Colombo no centro e abriga um posto de turismo da prefeitura. É um bom lugar para pegar mapa e confirmar horários.
A catedral de la Merced, de fachada renascentista e construída em 1605, só foi proclamada catedral em 1953 e guarda uma imagem da Virgen de la Cinta, padroeira da cidade. Por fim, o Museo Provincial, inaugurado em 1973, com acervo arqueológico, o tesouro tartéssico da necrópole de La Joya e uma grande roda-d’água romana vinda do rio Tinto. Se quiser conduzir a manhã com história, o free tour por Huelva, de 150 minutos, percorre o centro. Uma alternativa mais curta é a visita guiada por Huelva, de 135 minutos.
Almoce no centro e siga para a Casa Colón, inaugurada em 1883 como Gran Hotel Colón, para o IV Centenário do descobrimento da América. Hoje abriga eventos e dependências municipais. O bairro Reina Victoria, de desenho anglo-saxão, foi feito para as famílias dos trabalhadores ingleses das minas, e é bem de interesse cultural. O passeio a pé pelas ruas ajuda a ver o que foi a cidade do cobre.
Desça ao Muelle de Riotinto, onde fica também o centro de visitantes “Huelva, Puerta del Atlántico”. O cais foi construído entre 1874 e 1876, tem 1.165 metros, dos quais uns 500 sobre o rio Odiel, e marca o fim da ferrovia de mais de 80 km que trazia o minério das minas. Hoje está em desuso e serve de passeio e de pesca. É bem de interesse cultural desde 2003.

Se sobrar luz, vá ao santuário de la Cinta, gótico-mudéjar do século XV, nos cabezos de Conquero. O santuário fica a uns 2,5 km da Casa Colón em linha reta; vá de carro ou táxi. Colombo o visitou antes e depois da viagem, e do alto se vê a marisma e o porto ao entardecer. Para ver a ria de outro ângulo, há o passeio de barco pela ria de Huelva ao entardecer, de 1 hora.
No jantar, os pratos típicos são as almejas a la marinera, o atún encebollado, as habas con choco e as gambas al ajillo. É do choco, uma espécie de sépia, que vem o apelido dos moradores, “choqueros”. A gamba blanca é o produto emblemático, e o vinho local tem denominação de origem Condado de Huelva.
De outubro a dezembro cai mais de 68 mm por mês, e dezembro é o mais úmido, com 86 mm e sete dias de chuva. O museu provincial e a catedral seguram a manhã. Deixe o cais e o santuário para uma janela seca.
O centro, perto da plaza de las Monjas, deixa museu, catedral e San Pedro a pé. Em agosto, nas Fiestas Colombinas, e em 8 de setembro, nas festas da Cinta, reserve com antecedência.
Um dia basta em Huelva? Basta para o centro, o cais de Riotinto e o bairro Reina Victoria. O mosteiro de La Rábida e os lugares colombinos pedem um segundo dia.
Precisa de carro? Dentro da cidade não, exceto para o santuário e para o Monumento a Colón, nos arredores. O passeio do cais e o centro se fazem a pé.
Qual o melhor mês? Março a maio e outubro, com máximas de 21 a 26 °C. Em julho e agosto as máximas chegam a 33 °C e quase não chove.
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