Free tour por Salamanca
Neste free tour por Salamanca visitaremos o centro histórico e você ficará maravilhado com os segredos que os monumentos dessa cidade castelhana abrigam.
A cidade velha de Salamanca, Patrimônio da Humanidade desde 1988, tem tudo concentrado no que se faz a pé, e a ordem do dia é quase uma questão de sol. Em julho e agosto a máxima média passa de 30 °C, e o céu é seco. Em janeiro a mínima fica abaixo de zero. Por isso o percurso começa pelo interior, na universidade e nas duas catedrais, deixa os conventos e as casas de fachada para o meio da tarde e guarda a praça, que rende mais com a luz baixa, para o fim. O ponto de partida é o Patio de Escuelas.
Comece no Patio de Escuelas, onde se concentram os edifícios históricos da universidade. A Universidade de Salamanca nasceu em 1218 como Studium Generale, por iniciativa de Afonso IX de León, e recebeu o título de universidade por cédula real de Afonso X em 1252. As Escuelas Mayores, cuja obra começou em 1411, têm uma fachada do século XVI dividida em três corpos, com o medalhão dos Reis Católicos no primeiro. Dizia-se, na época em que a universidade era das mais prestigiosas do Ocidente, que o que a natureza não dá, Salamanca não empresta.
Ao lado estão as duas catedrais, que se juntam no Patio Chico. A Velha é românica, do século XII. A Nova, bem maior, começou no século XVI, ainda em gótico tardio, e só ficou pronta no XVIII. Na torre principal da nova ainda se vê uma rachadura causada pelo terremoto de Lisboa de 1755. Perto delas está o Huerto de Calixto y Melibea, o jardim que serve de pausa.
Quem quer entrar com guia tem duas opções. A visita guiada pela Universidade de Salamanca dura 90 minutos, e a visita guiada pela catedral de Salamanca tem a mesma duração. Como os horários e ingressos mudam, confirme no posto de turismo antes de montar a manhã.
Depois do almoço, o Convento de San Esteban, dominicano, do século XVI, com fachada plateresca em forma de arco do triunfo, retábulo barroco de José Benito Churriguera e o Claustro dos Reis, renascentista. Em seguida, a Casa de las Conchas, do fim do século XV, em gótico civil, com cerca de 350 conchas de vieira na fachada, distintivo da ordem de Santiago. Hoje abriga uma biblioteca pública.
Se sobrar energia, La Clerecía, barroca, começou a ser erguida em 1617 e tem duas torres gêmeas de 50 metros e uma cúpula grande. É hoje sede da Universidade Pontifícia. O outro destino possível é a Casa Lis, palacete modernista de 1905, com fachada de ferro, onde funciona o Museu de Art Nouveau e Art Déco, inaugurado em 1995 com a coleção doada por Manuel Ramos Andrade. Escolha um dos dois, e deixe o outro para a manhã seguinte se estiver planejando dois dias.
A Plaza Mayor é barroca, construída entre 1729 e 1756 com desenho de Alberto Churriguera. Unamuno a definiu como um quadrilátero irregular, mas assombrosamente harmônico. O free tour noturno por Salamanca, de duas horas, é uma forma de ver a cidade com guia depois do jantar. Para curiosos de lendas, o free tour das lendas de Salamanca dura também duas horas.
Para comer, a província tem fama pelos embutidos de Guijuelo. Entre os pratos típicos estão a chanfaina, guisado de arroz com sangue, patinhas de cordeiro e tripas, e o cochinillo al fuego, chamado de tostón. O hornazo, empanada de carne, chouriço, presunto e ovo cozido, é o petisco tradicional.
A chuva é moderada: o painel dá 50 mm em outubro e menos de 40 mm na maior parte do ano. Ainda assim, em dia de garoa o roteiro sobrevive com folga: a universidade, as duas catedrais, San Esteban e a Casa Lis têm interiores que dão um dia inteiro. Quem busca um segundo museu pode incluir o Palácio de Monterrey, plateresco, do século XVI, da casa de Alba, e o Museu Conventual de Santa Clara. Os dois têm ingresso próprio.
A cidade velha, dentro da zona do Patio de Escuelas e da Plaza Mayor, permite fazer tudo sem transporte. Quem chega de trem (comboio) desembarca na Vialia-Estación de Salamanca, e os ônibus (autocarros) saem da estação da avenida Filiberto Villalobos, no centro. O aeroporto de Matacán, numa base militar a 17 km, só tem charters de temporada; na prática se chega de trem, de ônibus ou de carro.
Dá para ver Salamanca em um dia? Dá para o essencial: universidade, catedrais, San Esteban, Casa de las Conchas e a praça. O que sobra fica para uma segunda visita.
Preciso de carro? Na cidade velha, não. O centro se faz a pé.
Qual a melhor época? Primavera e começo do outono são as mais confortáveis para andar. Em julho e agosto, máxima de 31 °C e 30 °C, e o céu é seco.
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